Arquivo do mês: junho 2010

Tia, eu to indo bem?????


FEEDBACK – um olhar para um passo dado algum tempo atrás comparado com o caminhar atual. Uma pessoa muito querida e uma excelente aluna e bailarina me pediu um feedback. Se eu olho para trás vejo uma linda bailarina iniciando seus primeiros tendus, jetès… como também vejo bailarinas temporariamente afastadas das sapa…tilhas ou da alma de bailarina voltando a ALÉM DE SER ESTAR bailarina.

Deus não me deu fisico, me deu o q eu precisava para acolher todos meus alunos TALENTOSISSIMOS, BELISSIMOS, E COM O MAIS IMPORTANTE
INGREDIENTE: INTELIGENCIA.

Paula Bambino on points = belissima, forte, tecnicamente perfeita.

Anita on points = delicada, forte, ambiciosa, belissima.

Vivi on points = dedicada, forte, nasc…eu com as pontas nos pés e só precisava dos instrumentos, belíssima.

Naty, Chel, Lari.

Karin, Regina, Erika, Priscila, Simone, todas todas vcs….Com suas dificuldades e suas superações. Sapatilhas de pontas nos coloca
em uma altura totalmente diferente daquela que estamos acostumadas…
quem nunca sonhou em voar? a ponta é o voo da bailarina! amo vcs!
…respondido Paulinha?!

Anúncios

9 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Entre passos e compassos!


As vezes eu erro.

Ou melhor: as vezes eu acerto.

E o que eu entenderia por acerto se não fossem meus diversos “erros”? Na verdade para mim esse erro do processo de aprendizagem não deveria se chamar “erro”. E sim processo. A palavra erro nos faz ansiosos para o acerto e desta forma tendemos a queimar etapas, a não ouvir a musica, o canto dos pássaros, o ronco do estomago… Eu vejo em mim e em meus alunos aquilo que imprimimos em nossos corpos ao longo de nossas vidas. E essa impressão nos faz transformadores de nos mesmos e de nossas vivencias. Mas o processo de transformção está ligado inclusive à transformação do que está impresso em nossos corpos.

Sabe o que isso que dizer Paulinha, Drica, Dri e todos meus pupils?! QUE TEMOS HISTÓRIA DE VIDA E CORAGEM.

Vida vivida e experimentada até os poros e muita, muita vontade de mudar ou apenas de crescer (=novos aprendizados, novos conceitos).

Isso quer dizer que topamos o maior desafio da vida: topamos nos reconstruir diariamente com informações novas, conceitos novos, desafiando nossos preconceitos corporais, culturais e intelectuais.

Ontem na aula da tarde a Raquel disse que o mais difícil no ballet para ela era o “não sentar” – e eu pensei nossa para mim o mais difícil é não parar de pensar em mim mesma e no meu corpo… e rendeu uma conversa sobre o pensar durante o exercçiio e minha brilhante e linda Élida concluiu: é que temos que “vir pensadas para o ballet”.

A aula de ballet acontece antes do primeiro exercício. Ela acontece no meu raciocínio primeiro. Pois meus movimentos corporais, musculares, osseos, de respiração, tradução em dança e em arte precisam ser pensados.

Por isso que eu digo e repito, o ballet traz em sua essencia um certa possibilidade terapeutica, pois no momento em que estamos para o ballet estamos paenas para nós mesmas: pensar apenas em nosso corpo, em nosso movimento, na comunicação do nosso sistema nervoso central e sua conexão com nossos musculos, tendões, articulações…

Se a gente pensa em outra coisa, “viaja” e nada dá certo.

Por isso que o ballet vicia. Pois nos faz afinar conosco mesmo, com nossos desafios mais intimos. Por isso amizadas feitas nessas salas de aula são eternas…

um beijo doce e iluminado no coração de todas e todos,

Tia Ká

Ensaio para "About me, about us"- pas de deux iniciante.

"About me, about us" - na apresentação no Hotel Cambridge - 13/maio/2010

17 Comentários

Arquivado em A DANÇA: BALLET CLÁSSICO SEMPRE!, Cartas a uma jovem e adulta bailarina!, Uncategorized