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Velha demais para viver?!


Velha demais para viver?!

Você ouve milhares de pessoas fazendo milhares de cursos, profissionalizantes ou não, e não importa se vc é “gorda”, “velha”, “pobre”, “desajeitada”… Importa a sua vontade, seu empenho e sua dedicação.

Mas quando o assunto é ballet as pessoas torcem o nariz se vc não é a russa com o DNA alterado para ser perfeita. Ou seja a perfeição é realmente um sonho de consumo até daqueles que nada entendem de ballet.

O ballet é uma superação constante, um treino interminável, a busca pela perfeição do mínimo… E independe de todos os fatores citado acima como para todo e qualquer outro curso, aperfeiçoamento ou seja lá o que for.

Hoje eu estava MUITO CANSADA. Sim estava… estou, sei lá… Mas minhas alunas me tiram esse cansaço… mesmo que eu esteja mais curta no humor, rs.

Hoje vi meninas-mulheres chorando, rindo, sofrendo, velhas, gordas, desajeitadas, pobres, ricas, novas, magras, talentosas, com história ou construnindo uma nova… enfim hoje TODAS e TODOS se superaram.

E eu fiquei muito orgulhosa. MUITO.

Mesmo na bronca do vc não tem que gostar do passo, na fala mimada do eu quero fazer ballet gostoso (ballet não é gostoso, rs), do escute que eu posso te ensinar. Pare de falar.

No riso nervoso da emoção da baby linda e gordinha hoje mulherão subindo nas pontas, da ex aluna da EDASP voltando perfeitamente as pontas com a mesma emoção da primeira vez… Do grupo todo se abraçando… e de todas lindas executando e sentindo cada movimento e na “valsa de Naila”treinando seus primeiros “burres”…

Do grito ardido do fecha a quinta, da aula de abraço para amenizar uma dor, da vontade constante de se superarem, do sorriso de gratidão da correção feita… do agradecimento por existir vc e sua escola.

Da turma vampira que quer sangue e dor e de uma nova subida sublime de pontas… e de ouvir de todas que vc é o exemplo… vc gorda, velha e desajeitada, só que não. Vc bailarina, assim como todas e todos seus alunos.

Vc que investe e é investida: de tecnica, ensino, troca, amor e amizade.

E vc que ve mulheres, doutoras, brincando de serem irmãs… buscando seus similares, mulheres que se permitiram buscar em si seus sonhos, e se permitiram sorrir sem ter o estigma da perfeição. Mulheres pares, mulheres lindas, homens lindos… BAILARINOS.

Reverance a todos vocês que superam suas próprias críticas e aceitam fazer tudo de propósito.Imagem

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O tempo e a arte do ballet clássico.


Recebo muito e-mail perguntando em quanto tempo a pessoa conseguirá, abrir um espacate, girar piruetas, ter um balance perfeito, dançar uma variação, subir nas pontas…

Não existe resposta se não existir muito treino, e esse tempo será relativo a tantos fatores…

Ser magra, longelínea, esforçada apenas não adianta. As bailarinas do Bolshoi treinam durante anos de 8 a 12h por dia. POR DIA. Nossos alunos geralmente farão em sua maioria 2 a 3 aulas de 1h30 na semana.

Caberá ao professor da o seu melhor, saber cobrar, nunca parar de estudar. Ainda mais quando se fala de adulto.

O aluno adulto é diferente. Ele chega cheio de estigmas, pre-conceitos, e muitas outras buscas que vão além de fazer ballet. Vão reconsquistar seus próprios valores, vão se dar um desafio que sempre fica na tenue linha frustração x conquista, competição com seus sonhos x sua realidade… Vão com problemas mil na cabeça esperando que naquele momento ele consiga se concentrar apenas nele mesmo… e sim ele querem dançar, eles querem pontas e mais do que ninguém querem perfeição.

Saber sustentar tudo isso é o que o professor do aluno adulto precisa se especializar além de compreender que o corpo do aluno adulto é diferente, mas não mais dificil ou mais fácil, diferente, e cada aluno também é diferente um do outro.

Em todos esses anos que passei a dar aulas de ballet para adultos já pequei na ansiedade, na forma de fazer uma correção, na defesa, no avanço… E juro que quanto mais eu cresço como professora foi porque ouvi meu aluno e não parei de me especializar, seja na arte do ballet (também sou aluna adulta e me imponho desafios grandes e diferentes a cada etapa de meu aprendizado), seja no estudo do comportamento humano.

É ir além do que sonhamos, ou do que achávamos que seria necessário. 

Pois nosso aluno quer e merece a melhor aula, o melhor que pudermos dar e ballet de verdade!

Mas existe um item que ajuda e muito… um texto meu que publiquei no facebook semana passada:

 
Quando a espera não é tormento é a lição do Sr. Tempo…

Não custa esperar passar, chegar… na verdade quando queremos tudo para ontem acho que nõa estamos prontos para receber de fato aquilo que pedimos. Mesmo quando pedimos “faça a sua vontade”.

Eu passei a viver cada dia de uma vez e aprendi que organização apenas faz com que esse dia seja mais tranquilo, e que o tal Sr. Tempo fica mais ameno…

Ensaios começaram ontem e já estão rascunhando um lindo crescimento de uma escola que vai fazer só 4 anos, mas que tem muita história para contar.

Um passo de cada vez, retroceder para avançar… repetir, repetir, repetir. Humildade no passo, na emoção, no carinho, no querer.

Crescer é legal. To gostando… passar as fases podem doer, mas sempre que o tal do Sr. Tempo ganha nossa atenção essa tal fase passa mais rápido do que imaginamos!

Reservem as datas de 17 e/ou 18 de abril, prometemos dançar com muito amor e dar nosso melhor para a arte que sustenta nossa alma e constrói nossos passos. ♥

Bom dia ao primeiro domingo de ensaios!

BalletAdultoKR® – Seu sonho levado a sério.
Venha fazer parte desta realidade!
(11) 3884.4430
karen@balletadultokr.com.br

studio@anaesmeralda.com.br

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Passos de Ballet Clássico para Adultos.


Hum?!

Tem passos específicos?!

rsrsrsrsrs não… e sim…

Os passos aos quais eu me refiro são esses:

Aquecimento

1. Coragem.

Coragem que se tem de enfrentar a cara torta das pessoas quando você diz que precisa sair mais cedo ou chegar um pouco mais tarde no trabalho, ou simplesmente sair no horário porque vai fazer ballet.

Coragem de enfrentar seus próprios preconceitos na frente do espelho e encarar que aquela menina de 15 está só no coração e não mais na cintura, coxa, costas, braças…

Coragem para se permitir aprender e ter a humildade de entrar numa sala de aula sem nada, sendo apenas você e sua essência.

 

2. Força de vontade.

Serão inúmeros os percalços. Vai aparecer muita outra coisa para fazer quando os maiores desafios lhe forem propostos.

Mas você tem que proporcionar esse tempo real e o tempo emocional. Porque… porque sonhar é fácil, todo mundo sonha, mas transformar sonho em realidade… ah, aí sim é preciso força de vontade.

Barra

3. Perseverança.

O Ballet não é fácil. E é MUITO diferente de tudo que estamos (nós adultos) acostumados a fazer diariamente.

É outro encaixe, é uma força inexplicável porém que não é a força que estamos acostumados a fazer.

É crescer diariamente (e literalmente). Não pode fazer nada para baixo.

A gente empurra o chão para fazer a coxa alongar, sobe o estômago para as pernas poderem ter espaço para se movimentar de forma esticada e firme. E então poder começar a sair e dançar….

4. Dedicação.

Acertar uma vez no ballet é a mesma coisa que nada é preciso se reinventar todo dia mudar o físico todo dia, porque acertar uma vez pode ter sido “sorte”, porém no ballet a excelencia deve ser algo diário e comum. Vc tem que procurar ser o seu melhor todo dia.

E ser esse melhor é se permitir errar para poder aprender o certo.

É se permitir se ver torta até se acertar… e continuar treinando para a cada dia estar mais linda e menos torta, rsrsrsrs.

Não adianta ter um deadline curto e se dedicar pouco. Quanto mais melhor. Então uma vez na semana nem adianta… NÃOOOOOO CLARO QUE ADIANTAAAAAAAAA, concorda que é melhor que nenhuma??????

4. Vida

Leve para sua vida os conhecimentos que adquire no ballet.

Vc vai deixar de ser um ser humano comum que anda em en dedans. O bailarino anda e para em en dehors… tem braços mais leves, feições mais delicadas, mesmo sendo um ogro ou uma fiona!

Não ha treino no ballet que se restrinja a sala de aula. BALLET É ESTILO DE VIDA.

Centro e diagonais

5. Avance.

Não fique parada. Avance cada dia mais. Não tema perguntar, tirar suas dúvidas. Porque é difícil a arte da coordenação motora geral do ballet.

É necessário dissociar todas as partes do corpo e associa-las de forma diferente. Mas É POSSÍVEL. Avançando de pouquinho em pouquinho.

Erre diferente a cada dia!

6. Escute.

Muitas vezes a gente não escuta o que nosso professor está dizendo. E é sério, sou professora e também sou aluna sei de ambos os lados o que estou dizendo.

Se seu professor estiver falando com vc escute-o e faça exatamente o que ele está te sugerindo… ele não é professor a toa (ou se for vc pode muito bem buscar outro)… AS vezes é necessário refazer um pé no chão para que o maior saia… O ballet é a arte do mínimo! Faça as menores coisas muito bem feitas é isso que ele vai te dizer! ❤ E então as grandes coisas acontecem! ❤

CODA

Repita repita repita. Arrume-se, permita-se, dance. Faça a aula sorrindo. Ouça a música. Sinta os movimentos. O ballet é uma arte e uma arte musical. E transforme o mínimo que souber fazer nisso, nessa arte. ❤ E dance!

E lembre-se: calcanhar para frente, sempre. Sempre. E pese seu calcanhar para que as finalizações sejam limpas e belas.  O final é o que o público leva. Mesmo que esse público seja você refletido no espelho da sala de aula!

Me escreva suas dúvidas sobre como fazer algum passo e eu dentro do possível te ajudarei! O que acha?!

E aqui em baixo um depoimento de como tudo isso começou! ❤

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Sou bailarina.


Criança, adolescente, adulto, idoso. Tem idade para ser bailarina?!

Não, não tem idade para ser bailarina.

“Ser bailarina” é muito mais do que abrir um grand ecart a 180 graus, ou mesmo ser flexivel e alongado. É muito mais do que ter eixo (facilidade para giros) e ser magra. É muito mais do que andar de coque e roupa de ballet.É mais, MUITO MAIS.

“Ser bailarina” é um ESTILO DE VIDA. É ter disposição todos os dias a melhorar aquilo que você pode ter julgado bom desempenho no dia anterior. Ser bailarina é dedicar-se, é respirar ballet.

Daí você se pergunta… ah mas daí tem que viver para isso, eu tenho que trabalhar…

Mas você pode muito bem ser bailarina e não exercer a profissão bailarina. Muitas bailarinas e bailarinos que exercem essa função às vezes podem apenas estar bailarino e não ser.

Você não está entendendo?!

Vou tentar explicar…

Se vocÊ está lendo esse meu texto sabe muito bem que eu dou aulas de ballet clássico com foco no adulto, principalmente aquele adulto que quer iniciar o ballet clássico. Hoje eu tenho uma escola de formação em ballet clássico para adultos. Mas de qualquer forma eu me capacito diariamente a ter a possibilidade de dar aulas de formação em ballet clássico para todas as idades, mas meu foco é o adulto.

Mas não necessariamente dar aulas de ballet é formar bailarinos. No meu caso é.

Porque. Porque Ballet Clássico é arte. É necessário muito mais que fazer plies para esse plie entrar no tempo musical, como se as notas musicais estivessem saindo pelos poros do bailarino e tocando os olhos de quem o assiste. E essa arte requer mais que um treino físico.

Então eu procuro formar amantes do ballet clássico capazes de transformar movimentos em sonhos. Como diria a minha maestra, quem vai assistir a um ballet vai se transportar para um mundo de sonhos durante algumas horas. E nesse momento ele precisa ser encantado com a capacidade dos bailarinos da ultima fila do corpo de baile ao principal em transformar sua realidade em sonho, em leveza, em momentos inebriantes!

E para isso existe uma essencia… uma busca, constante.

Meus alunos são bailarinos. Conheço cada um, cada endehor, cada musculatura, cada sorriso, cada forma de pensar, penso junto com eles… se eu tenho poucos alunos… não, não tenho poucos (graças a Deus) mas eu não penso nessa quantidade e sim vejo cada aluno como unico, e dou a ele tudo o que sei como a um primeiro bailarino em formação… Não que eu seja uma primeira bailarina, mas graças a Deus em meus 25 anos de ballet clássico tive a oportunidade de ter sido “treinada” com alto grau técnico, para ser solista, e que me garantiu uma história que eu nunca pretendi mas que aconteceu. Mas nõa aconteceu por que eu tava parada. Aconteceu porque alguém acreditou em mim, mesmo com todas minhas particularidades, enxergou em mim uma artista e investiu e nessa contrapartida eu respondi com meu suor, com meu choro, com minha alegria, com minha dor, com sim meus momentos de sofrimento e de vontade de jogar tudo para o alto, mas o ballet não é para fracos (no sentido emocional).

O ballet clássico (falo como se fosse uma entidade, né?!) é um desafio constante. A perfeição técnica é inatingível até para o nível de qualidade técnica da Svetlana Zakharova… E olha que para uma mortal como eu ela é já uma perfeição inatingível.

O ballet clássico requer o seu empenho diário e a sua dedicação em transformar seu corpo e possibilitar que ele realize movimentos dificilimos que inclusive desafiam a gravidade… e o mais difícil de tudo, ele precisa encantar. Pois cada passo cada compasso corresponde uma interpretação, um sentimento, um desempenho artista.

Ele te desafia, te cansa, te exaure não apenas fisicamente, mas emocionalmente. Parece que ele quer sugar toda a sua essencia para que quando você dance essa essencia exploda em movimentos, em respiração, em leveza, em graça, em ARTE.

Ahhh, mas eu to velha, ou to gorda ou sei lá… sou baixinha, sou en dedans, sou sei lá o que eu sou. Me importa a seguinte: VOCÊ QUER SER BAILARINA?! Você topa o desafio de transformação que o ballet te faz?!

Não pode ter medo. Mas pode temer. Porque é assustador, deliciosamente assustador o que você pode fazer quando se decide a ser e não a estar.

Daí você pensa mas tem milhares de pessoas que tentam, tentam e nunca conseguiram. E eu pergunto: MAS ESSA PESSOA QUIZ DE VERDADE? Ela aceitou o desafio de APRENDER A APRENDER?! Porque um bailarino vai passar a vida toda aprendendo independente da idade e do tempo que tem de função nesta área. O bailarino tem que dar o seu melhor todo dia, tem que ter humildade de errar, porque você vai errar e vai nõa saber todos os dias. O bailarino vai ter que se calar para poder pensar e transformar o pensamento em ato.

E eu posso garantir que essa é a maior dificuldade do bailarino. O resto a gente treina, alonga, molda o corpo.

E vou te dizer hoje foi o dia em que todos tentaram fazer eu parar. Mas eu não para eu aceito o desafio. Se mesmo após uma seuqencia belíssima de fuettes eu ouvi que minha bunda é muito grande e eu jamais serei capaz de fazer essa sequencia de forma bela, eu vou dizer sempre fui surda a quem me disse na vida que eu não iria conseguir. Eu não desisto simplesmente porque é difícil ou porque as pessoas estão acostumadas a pensar em padrões que realizam coisas e outros padrões não realizam.

É isso que eu falo: eu vou fazer, eu aceitei o desafio que minha maestra me deu no dia em que eu entrei na sala de baby class (ela fazia questão de acompanhar todas as crianças do baby ao primeiro ano e depois do quinto e daí para frente) e disse ao meu pai que ela queria me formar. É esse desafio aceito que eu estou aceitando de novo aos 34 anos voltando a treinar como bailarina de alto padrão tecnico. Invisto nisso.

E sabe porque eu re-comecei?! Porque meus alunos pediram para eu não parar de dançar… Porque eu invisto em meus alunos um a um como se fosse o único aluno que eu tivesse e dou a ele aquilo que posso e sempre me empenho a dar ainda mais todos os dias para que ele seja BAILARINO.

E eles são. Todos os alunos do BalletAdultoKR® são bailarinos. Respiram, estudam, se dedicam, se propuseram a mudar posturas diárias, a mudar corpos, a dar leveza. Aceitam o desafio de se passar por ridículos para aprenderem a transformar sonhos em realidade… pois é isso que fazemos para nossa plateia, concretizamos seus sonhos, e nesse caminho realizamos os nossos.

Mas e se ele não quiser ir ao palco?! Não precisa! Tornar possível fazer ballet clássico e ser bailarino nõa precisa ser subindo no palco… pois nosso maior palco é nossa vida.

Mas e se eu quiser fazer apenas como atividade física? Ok! Vamos ver se voCê nõa vai se apaixonar pois tem repetições e sequencia cansativas que só por muito amor!!! rsrsrs Mas bora lá, se permita encantar… Pois eu vou ser muito sincera… se alguém procurou o ballet clássico ele quer muito mais que uma atividade física… ele também quer uma atividade para o seu coração… para sua alma.

Se eu me acho?! E faço meus alunos se acharem?! DE FORMA ALGUMA, pois PARA SER BAILARINO VOCÊ PRECISA SER HUMILDE. Você tem que construir etapas de desenvolvimento. Você tem que aceitar que você não é aquilo que desejava ser e então a partir daí se transformar no que deseja, mesmo que essa transformaçõa não tenha fim! Essa é a graça, o desafio diário…!

Se você nõa é humilde, você adoece, seja emocional ou fisicamente. E nõa é o que proponho. Proponho ao meu aluno primeiro se conhecer. E quer arte melhor que esta que te põe em contato direto com você mesmo e te “auto-desafia” para você começar a se conhecer?!

Porque de verdade, não tem como mudar aquilo que você não conhece… Eu não transformo ninguém… minha função como professora é te INDICAR O CAMINHO.

beijos iluminados com olhos marejados,

Tia Ká

Minha maestra Natalia Zemtchenkova e eu (Karen Ribeiro) antes de uma de nossas aulas! Ela me ajuda a me transformar a cada dia na bailarina Karen Ribeiro! Obrigada Maestra, amor.

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“We all have to start somewhere” – Todos nós temos que começar de algum lugar…


Boa tarde Bailarinas e Bailarinos!

Quem já frequentou minha aula sabe o quanto procuro preservar a minha autenticidade, em ser eu mesma, e para muitos até espontânea demais. Como tempo a gente vem lapidando, como todos, e crescendo e modificando. POrém recebo cada aluna(o) como uma mulher, como um homem. Ou seja não é apenas a bailarina clássica, a professora de ballet que recebe aqueles que vem buscar as aulas, a mulher Karen Ribeiro também. Muitas vezes até me abro pessoalmente contando “causos” da minha vida particular àqueles que passaram a ser o centro de minha vida…

Pode parecer loucura, mas vivo para meus alunos, minhas aulas, minha profissão. De forma que sempre olho para cada um de vocês com um certa proximidade! E muitas vezes quando vejo as expressões faço minha “análise”… E tento experimentar a expressão daquele aluno em mim. HÃ?!

Eu me importo, é isso. E referencio com meu repertório para tentar compreender o que está acontecendo. Pois muitas vezes parece que tudo está claríssimo no ballet e não há o desempenho esperado pelo aluno e este sai “frustrado”… Então comecei a me importar ainda mais com o contexto dele, mesmo que ele não fale, sua postura, expressões, olhares, irritação ou não, modo como está vestido, o cabelo, o sorriso ou não da entrada e o da saída… observar… legado de ser terapeuta ocupacional. E acredito que isso está fazendo toda a diferença…

Ano passado muitos de meus alunos pediram, fizeram cartinhas, mandaram e-mails pedindo que eu não parasse de dançar. Olhinhos marejados e brilhantes pedindo, me emocionaram. Não se tratam de crianças, e sim de mulheres e homens adultos que se identificam com a Karen Bailarina, e esta os inspira… Bom, emocionada com tantos pedidos, decidi não aposentar as sapatilhas, retornar às aulas particulares de ballet clássico com uma maestra russa (a Maestra Natalia Zemtchenkova), cuidar mais do corpo e da saúde. Ampliei minha equipe com meus pares amados, e com quem posso contar, e diminuí minhas atividades burocráticas orientando melhor minha equipe administrativa e facilitando a conversa e o aprendizado também do modo como eu gosto de trabalhar. Minha direção está sendo feita a 4 mãos, sendo que Eu e Carlos presenças reais.

Mas bailarina e professora são profissões diferentes e EXIGÊNCIAS diferentes. Então aulas de maestria e de metodologia. Construção de aulas, construção coreográfica, aulas de postura profissional. Como diria minha maetsra: “Não tem como transformar você em uma professora russa, você sorri demais, é muito amorosa. Mas tem como ser uma das melhoras, pois vc tem capacidade técnica e teórica, e muita experiencia. Incrível como transforma seu corpo em poucos dias”. – Obrigada Maestra! Quem sabe um dia poderei ministrar aulas assim como você me ministra.

Daí tem uma outra parte de mim que é aquela da qual eu abro mão como todos aqueles que se dedicam a arte do ballet clássico e da dança e da arte: o lado pessoal. A mulher (ler editorial do Ivan Grandi na Dança Brasil de fevereiro/2011) Karen acaba sem tempo de chegar cedo em casa, e sempre existem os imprevistos de uma aula marcada para acabar as 22h… a aula ta muito boa e a gente continua mais um pouco, troca de experiencias, cuidar da coluna e dos dedinhos dos meus alunos, conversar, ensaiar… ficar um tempo a mais com o aluno, e até  cerveja após a aula porque ninguém é de ferro. Ensaios de fim de semana completos, pois ter uma escola de adultos é se acostumar com o tempo diferente… o adulto nõa tem tardes e manHãs livres, ele tem as noites e os fins de semana… e é a vocês a quem eu dedico minhas, noites e fins de semana. As tarde são de preparação, estudo e organização desta escola, feita de amor e técnica.

Mas tudo isso faz eu ter três olhares no momento  em que olho para meu aluno: a mulher, a bailarina e a professora.

Este ano de 2011 vem sendo um ano de determinar as conquistas e os caminhos, e as aulas tem tido um crescimento tecnico e de qualidade surpreendente. Os alunos que entram ou permanecem tem a possibilidade de experimentar aquilo que a maestra disse á bailarina aspirante a professora: ESTÃO APRENDENDO DIA-A-DIA  a transformar seus corpos de forma CONSCIENTE e rápida. Claro que para o adulto a palavra rápido deve ser esclarecida, pois eita povinho que acha que rápido é instantâneo, rsrsrs (nem o miojo é instantâneo, poxa, são 3 min para cozinhar e mais 2 para arrumar e esperar esfriar! Isso porque vem pré frito para ir mais rápido! – um dia conto a minha frustração de descobrir que eu não ia comer na hora e ainda tinha que usar fogão convencional… kkkk coisas de Karen).

Daí meu olhar de mulher/bailarina quando vejo: a primeira e já perfeita pirouette da Paula Bambino, o balance e acabamentos perfeitos, bem como um estudo de fuettes e arabesques belíssimos da Marcela de Mingo, a transformação da Kelly Pessolato, com seus balances, pirouettes de acabamento impecáveis… O balance de adágio da Mariana Lessa, com retires na meia ponta. o desempenho em pontas de todas as meninas. O nascimento do en dehors da Midori e da Lia, e com isso toda uma consciencia de movimentação bárbaras… Tenho vontade de citar uma por uma mas daí eu ia fazer post de chamada!… Pois na conquista a PROFESSORA KAREN RIBEIRO se alegra de uma tal maneiraque grita e vibra, e a bailarina compreende a lágrima nos olhos, a felicidade que parece explodir no peito, a dor que passa a ser lembrança da conquista…

A bailarina Karen compreende o choro de uma aula que não foi como o esperado, o dia que a conjunção dos astros não possibilitam eixo para absolutamente nada, a angústia e o vou desistir… e por isso que a bailarina acolhe tudo isso. Porque NADA, ABSOLUTAMENTE NADA QUE NOS PROPOMOS SERIAMENTE É FÁCIL OU VEM FÁCIL.

E o ballet clássico é DIFÍCIL. MUITO DIFÍCIL. Exige muito estudo da arte, do próprio corpo, da compreenssão do desfio proposto naquela musculatura, a busca constante. Nunca, no ballet, podemos dizer que sabemos tudo, ou que podemos parar de treinar. É necessária muita concentração. É necessário muito estudo. E é indispensável sentir e expressar, e como a propria maestra disse: é necessário AMAR.

A mulher Karen gosta da troca do saber das histórias: eu gosto de história de vida, de corpos com conteúdo, para que possamos juntos transforma-los naquilo que se propõem.

A mulher Karen se orgulha de ver mulheres olhando para a transformação que eu mesma me proponho e se incentivando com isso. Gosta de compreender o olhar cansado, a musculatura que as 22h mesmo cansada anseia trabalho, mas que às vezes não responde mais. Gosta de ver como as pessoas resolvem os problemas de lateralidade e agilidade de pernas, pés e pensamentos, gosta de ver e se emociona com cada conquista. Eu também me orgulho muito de ver alunas que vieram até minha sala de aula e aprenderem e saíram com mais: paranéns Deborah Ramacho, após 1 ano de ballet clássico entrou para o quinto ano de uma escola regular. Parabéns Aline Castanhari pelas conquistas também! E parabéns a todos os alunos que foram alunos e absorveram o aprendizado e foram em busca da transformação deles! Obrigada por terem divido comigo um pouco do sonho de vocês!

Engraçado… rs Eu comecei o post com uma idéia, e com um titulo – afinal nós temos que começar de algum lugar né?! e Olha isso: saiu tudo diferente… rsrsrs Adoro a transformação do POSSIVEL.

O que eu proponho?

Como mulher: ir atrás de concretizar aquilo que esté com vontade. SE PERMITIR ser você e entrar numa sala de aula e aprender a costurar nem que seja a primeira sapatilha.

Como bailarina: organize sua vida para dar conta de continuar concretizando seu sonho. O ballet me organiza. Faz com que eu tenha hora de dormir, me preocupe com minha alimentação, me preocupe COMIGO MESMA. Acho que este é o maior aprendizado empírico  do ballet clássico: você com você mesma. Descobrindo as limitações buscando supera-las. Nada nunca acaba no ballet, é incrível, tem sempre o que crescer mais, esticar mais, agiulizar mais, estender mais… sentir, expressar, sorrir… tecnica, mimica, repertório, história, composiçõa coreográfica, figurino, maquiagem, etc etc etc etc…

Como professora: se permitar errar. VocÊ foi para a sala de aula para aprender e todo processo de aprendizado tem o erro que ajusta para o acerto. Ouça mais, fale menos. Você não precisa se desculpar ou rebater verbalmente, com certeza sua professora sabe o que está acontecendo e ela nõa está te julgando: ela está te ensinando! E por ela te ensinar parta do pressuposto que ela ACREDITA EM VOCÊ E QUE VOCÊ CONSEGUE! Não cruze os braços. Deixe seu corpo aberto para receber o conhecimento. Não perca a postura trabalhada entre uma barra e outra, sentando sobre a coluna. VOCÊ TEM DÚVIDA?! PERGUNTE! Sua professora pode não ter percebido ou não compreender seu sinal… NÃO ENTENDEU? PEÇA PARA QUE ELA EXPLIQUE NOVAMENTE. Escutou a música? Mas não entendeu o andamento do exercício na música? Peça para que ela marque com vocês! É melhor compreender de verdade do que errar por não saber fazer! SE PERMITA Não SABER. e Permita ao seu professor ter dúvidas. Seja honesta(o) com você mesma(o).

Para retomar o título do post novamente: agradeço aos alunos e alunas que tanto insistiram para que eu não parasse de dançar. Sim eu danço para vocês… faço aulas para vocês, e cada reconquista em meu corpo por ter começado de novo eu me alegro por saber que vocês se beneficiarão com essas conquistas também! Agradeço ao Carlos Oliveira… bailarino, amigo, professor, companheirão. Parceiro de aula e agora parceiro de dança e de desafios, que são conjuntos….

Então isso quer dizer que a gente chega quando se propõem a começar. Cada pessoa tem um lugar para começar, mas de um jeito ou de outro para chegar a algum lugar é necessário começar e continuar! Eu COMECEI.

beijokas iluminadas e uma finalização de semana com muito ballet clássico para todos nós!

Tia Ká

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Ballet clássico na volta das férias e na corrida contra a balança!


Olá bailarinas e bailarinos!

O tema peso sempre nos persegue não é mesmo?! Acho que está para existir alguém realmente satisfeito com seus quilinhos a mais, ou pasmem a menos!!! Daí quando junta com o tema BALLET CLÁSSICO então ui!

Como eu trabalho com adultos eu trabalho com pessoas NORMAIS. Isso gente que come. trabalha, as vezes sem tempo de se alimentar direito e mesmo de sofrer cortes drásticos alimentares….

1. O peso atrapalha?!

Qualquer sobrepeso atrapalha nosso desempenho corporal fisiológico. No ballet clássico vc nõa começa no avançado, e neste trabalho de preparação corporal, aprendizagem da movimentação, você começa a se moldar… a “mudar” estruturas musculares, reforçar musculaturas fragilizadas por posturas corporais inadequadas que nos dão até mesmo dores e problemas.

Esteticamente: as roupas de ballet muito justas e que servem para mostrar o trabalho muscular, e o melhor desempenho de nosso conjunto musculo-dança. Quando estamos no sobrepeso e temos o índice de gordura muito acima fica menos estético porque ninguém quer ficar com “banhinhas saltitantes, né?” então cabe a cada uma de nós usarmos “figurinos” que nos favoreçam: saias que não aumentem o bumbum, por exemplo: as saias de crepe favorecem todos os corpos enquanto as de de tecidos muito sintéticos aumentam em muito nossas “linhas”rs. Saias muito compridas e usadas “abaixo da cintura” cortam nosso comprimento e … bum viram bolinha! rs Tem gente que fica linda de bermuda ou short de lã (eu fico com um bumbum maior ainda!, prefiro as sainhas de crepe). Minhas alunas tem optado cada vez mais pelas sainhas mais curtas, mesmo que seja mais curta na frente e com o bico atrás – elegante, essas sainhas aumentam a linha de perna (comprimento…)… Ou seja pergunte ao seu professor ele vai saber dar uma dica legal!!!

Saltos e joelhos: Se vamos começar ou recomeçar alguma atividade física temos antes que trabalhar passo a passo. Ninguém deve se jogar em saltos e grand plies sem estrutura muscular adequada. Sim, desde o grand plie temos que fazer ante sum reforço muscular e isso serve inclusive para a super magrinhas!!!

Sem contar outros sobrepesos: de namorados, maridos, filhos,  trabalho, etc… Esse sobrepeso também pode favorecer o sobrepeso do corpo… Uma pessoa que tem leveza, não necessariamente tem sobrepeso… seja na vida ou corporalmente. Tenho alunas que tem peso corporal que as pessoas olhariam e diriam “ah… essa gordinha?!” – e quando a bailarina entra eles olham: nossa como ela é leve!

O peso na nossa vida ou sobrepeso atrapalham sim, ainda mais quando a gente não consegue lidar com ele. Muitas vezes é mutio mais necessário o trabalho muscular de sustentação, e ter um tempo para pensar em si mesmo (que o ballet propicia) para ajudar a resolver esses outros sobrepesos que acabam nos “enchendo”!! ;o) rs

2. O ballet emagrece?

Nada isoladamente emagrece! Gastar calorias mas ingeri-las em valor superior ao gasto: não emagrece! Exercícios sem dieta, ajudam a não engordar… Para emagrecer é necessário dieta BALANCEADA + atividade física. O ballet é um exercício basicamente isométrico, e sim gasta calorias. Mas é necessário saber o que esta sendo feito e como manter o gasto calórico durante e após a prática do exercício.

Costumo dizer que o ballet clássico MODELA o corpo da mulher e do homem! ELE NOS AJUDA A DESENHAR NOSSOS CORPOS! Venha experimentar! rs

3. Mas eu sempre fui gordinha… tenho vergonha.

Esse talvez seja seu maior desafio: se redescobrir mulher e bela com o corpo que tem, e a partir daí ver se deseja de fato mudar ou não… E o que mudar! Ainda mais importante. O ballet lhe permite um contato com você mesma com seu intimo, e assim vc passa a ser mais honesta com esse querer, que deixa de ser do amigo(a), namorado(a), marido (esposa) e passa a ser SEU OBJETIVO.

Uma das coisas mais gostosas que ouvi de muita gente que assistiu ao espetáculo foi: nossa elas são pessoas normais, como eu… eles são direntes uns dos outros… Eu sei e acho belíssimo a busca pelo corpo de baile igual corporalmente que vc nem sabe quem é quem. Ok. Mas esta não é a realidade de bailarinos que começam adultos e já vem com corpos prontos! Meu corpo de baile mesmo diferente foi lindo pois tinha a mesma energia em palco!

O Ballet vai lhe dar a possibilidade angustiante e ao mesmo tempo reveladora. Páre de se olhar no espelho com a cobrança do olhar “do que o outro vai achar” esse outro que pode ser apenas o seu interior…

Pense, reflita e se permita ser quem você é! Pois a gente só imprime mudanças naquilo que aceitamos como é, vivemos o como é e então descobrimos como mudar!

Então eu “super” recomendo o ballet!!! Na volta das férias então?! Momento mais que bom: o momento que você está disposta(o)!!!

grande e iluminado beijo,

Tia Ká

Ah!!! e começa AMANHÃ!!!! IMPERDÍVEL!!!!

 

Para levar para casa e pensar:

“O possível não nos é dado. É preciso criá-lo.” – Élida Lima

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