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Ady Addor no Ballet Adulto KR!!! Master class!!! Imperdível!


Ady Addor no Ballet Adulto KR!!! Master class!!! Imperdível!

Neste sábado as 13h!
Master Class
Aula Avulsa: R$50,00
Alameda Sarutaiá, 113-B – Jardins

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31 de janeiro de 2014 · 23:09

“Tributo a uma Dama” – espetáculo do BalletAdultoKR® em homenagem à Ana Esmeralda


 

 

 

 

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Passos de Ballet Clássico para Adultos.


Hum?!

Tem passos específicos?!

rsrsrsrsrs não… e sim…

Os passos aos quais eu me refiro são esses:

Aquecimento

1. Coragem.

Coragem que se tem de enfrentar a cara torta das pessoas quando você diz que precisa sair mais cedo ou chegar um pouco mais tarde no trabalho, ou simplesmente sair no horário porque vai fazer ballet.

Coragem de enfrentar seus próprios preconceitos na frente do espelho e encarar que aquela menina de 15 está só no coração e não mais na cintura, coxa, costas, braças…

Coragem para se permitir aprender e ter a humildade de entrar numa sala de aula sem nada, sendo apenas você e sua essência.

 

2. Força de vontade.

Serão inúmeros os percalços. Vai aparecer muita outra coisa para fazer quando os maiores desafios lhe forem propostos.

Mas você tem que proporcionar esse tempo real e o tempo emocional. Porque… porque sonhar é fácil, todo mundo sonha, mas transformar sonho em realidade… ah, aí sim é preciso força de vontade.

Barra

3. Perseverança.

O Ballet não é fácil. E é MUITO diferente de tudo que estamos (nós adultos) acostumados a fazer diariamente.

É outro encaixe, é uma força inexplicável porém que não é a força que estamos acostumados a fazer.

É crescer diariamente (e literalmente). Não pode fazer nada para baixo.

A gente empurra o chão para fazer a coxa alongar, sobe o estômago para as pernas poderem ter espaço para se movimentar de forma esticada e firme. E então poder começar a sair e dançar….

4. Dedicação.

Acertar uma vez no ballet é a mesma coisa que nada é preciso se reinventar todo dia mudar o físico todo dia, porque acertar uma vez pode ter sido “sorte”, porém no ballet a excelencia deve ser algo diário e comum. Vc tem que procurar ser o seu melhor todo dia.

E ser esse melhor é se permitir errar para poder aprender o certo.

É se permitir se ver torta até se acertar… e continuar treinando para a cada dia estar mais linda e menos torta, rsrsrsrs.

Não adianta ter um deadline curto e se dedicar pouco. Quanto mais melhor. Então uma vez na semana nem adianta… NÃOOOOOO CLARO QUE ADIANTAAAAAAAAA, concorda que é melhor que nenhuma??????

4. Vida

Leve para sua vida os conhecimentos que adquire no ballet.

Vc vai deixar de ser um ser humano comum que anda em en dedans. O bailarino anda e para em en dehors… tem braços mais leves, feições mais delicadas, mesmo sendo um ogro ou uma fiona!

Não ha treino no ballet que se restrinja a sala de aula. BALLET É ESTILO DE VIDA.

Centro e diagonais

5. Avance.

Não fique parada. Avance cada dia mais. Não tema perguntar, tirar suas dúvidas. Porque é difícil a arte da coordenação motora geral do ballet.

É necessário dissociar todas as partes do corpo e associa-las de forma diferente. Mas É POSSÍVEL. Avançando de pouquinho em pouquinho.

Erre diferente a cada dia!

6. Escute.

Muitas vezes a gente não escuta o que nosso professor está dizendo. E é sério, sou professora e também sou aluna sei de ambos os lados o que estou dizendo.

Se seu professor estiver falando com vc escute-o e faça exatamente o que ele está te sugerindo… ele não é professor a toa (ou se for vc pode muito bem buscar outro)… AS vezes é necessário refazer um pé no chão para que o maior saia… O ballet é a arte do mínimo! Faça as menores coisas muito bem feitas é isso que ele vai te dizer! ❤ E então as grandes coisas acontecem! ❤

CODA

Repita repita repita. Arrume-se, permita-se, dance. Faça a aula sorrindo. Ouça a música. Sinta os movimentos. O ballet é uma arte e uma arte musical. E transforme o mínimo que souber fazer nisso, nessa arte. ❤ E dance!

E lembre-se: calcanhar para frente, sempre. Sempre. E pese seu calcanhar para que as finalizações sejam limpas e belas.  O final é o que o público leva. Mesmo que esse público seja você refletido no espelho da sala de aula!

Me escreva suas dúvidas sobre como fazer algum passo e eu dentro do possível te ajudarei! O que acha?!

E aqui em baixo um depoimento de como tudo isso começou! ❤

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Um pouquinho de mim por Mia Lopes!


 

Estou um pouco ansiosa. Pouco pode ser considerado diminutivo, rs.

Vamos dançar no Festival Dança Paraty, como conjunto clássico profissional (por causa da idade de nossas bailarinas nõa podemos nos inscrever como amadores, a idade limite para amadores é 18 anos,rs)… Ou seja adulto que começa ou faz ballet não é amador mesmo!

Alunas com 1ano de estudos em ballet clássico vestirão suas pontas e figurinos, abrirão o sorriso despretencioso de quem está indo dançar por que gosta e faz bem feito. Não estamos indo pela competição apenas para nós mesmos, para o publico que virá que é possível levar a sério e ser muito bem feito independente da idade e outros “tabus” do ballet clássico.

Nesses ultimos dias provoquei choros espontâneos, da mistura do MEU EU TO INDO, CARA TA DANDO CERTO, PUTA MERDA – EU TO LÁ. Cara é sério mesmo… , com o medo de errar, com o medo de decepcionar, com o medo de sustentar tamanha conquista.

Provoquei o choro para troca-lo pela alegria e leveza que vemos todos os dias em sala de aula.

JULIANA LOYOLA

KELLY PESSOLATO

CAROLINA SHIRAIVA

PAULA BAMBINO

FÁBIO SANTOS

VIVIAN PEREIRA

JIOVANA WUO

MARIANA LESSA

Parabéns. Parabéns por enfrentarem seus medos, irem além de seus sonhos! Aceitarem o desafio de estar sempre se superando. Saibam que hoje vocês representam um monte de mulheres e homens que estão buscando realizar seus sonhos na arte do ballet clássico! Parabéns!!!

E nessas idas e vindas aparecem anjinhos para me fazerem acalmar e respirar fundo… um desses foi a Mia Lopes que fez um ensaio nõa programado maravilhoso de algumas horinhas de trabalho do meu dia…

 

beijo grande, Ká RIbeiro

 

meus pés...!!!

 

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Sou bailarina.


Criança, adolescente, adulto, idoso. Tem idade para ser bailarina?!

Não, não tem idade para ser bailarina.

“Ser bailarina” é muito mais do que abrir um grand ecart a 180 graus, ou mesmo ser flexivel e alongado. É muito mais do que ter eixo (facilidade para giros) e ser magra. É muito mais do que andar de coque e roupa de ballet.É mais, MUITO MAIS.

“Ser bailarina” é um ESTILO DE VIDA. É ter disposição todos os dias a melhorar aquilo que você pode ter julgado bom desempenho no dia anterior. Ser bailarina é dedicar-se, é respirar ballet.

Daí você se pergunta… ah mas daí tem que viver para isso, eu tenho que trabalhar…

Mas você pode muito bem ser bailarina e não exercer a profissão bailarina. Muitas bailarinas e bailarinos que exercem essa função às vezes podem apenas estar bailarino e não ser.

Você não está entendendo?!

Vou tentar explicar…

Se vocÊ está lendo esse meu texto sabe muito bem que eu dou aulas de ballet clássico com foco no adulto, principalmente aquele adulto que quer iniciar o ballet clássico. Hoje eu tenho uma escola de formação em ballet clássico para adultos. Mas de qualquer forma eu me capacito diariamente a ter a possibilidade de dar aulas de formação em ballet clássico para todas as idades, mas meu foco é o adulto.

Mas não necessariamente dar aulas de ballet é formar bailarinos. No meu caso é.

Porque. Porque Ballet Clássico é arte. É necessário muito mais que fazer plies para esse plie entrar no tempo musical, como se as notas musicais estivessem saindo pelos poros do bailarino e tocando os olhos de quem o assiste. E essa arte requer mais que um treino físico.

Então eu procuro formar amantes do ballet clássico capazes de transformar movimentos em sonhos. Como diria a minha maestra, quem vai assistir a um ballet vai se transportar para um mundo de sonhos durante algumas horas. E nesse momento ele precisa ser encantado com a capacidade dos bailarinos da ultima fila do corpo de baile ao principal em transformar sua realidade em sonho, em leveza, em momentos inebriantes!

E para isso existe uma essencia… uma busca, constante.

Meus alunos são bailarinos. Conheço cada um, cada endehor, cada musculatura, cada sorriso, cada forma de pensar, penso junto com eles… se eu tenho poucos alunos… não, não tenho poucos (graças a Deus) mas eu não penso nessa quantidade e sim vejo cada aluno como unico, e dou a ele tudo o que sei como a um primeiro bailarino em formação… Não que eu seja uma primeira bailarina, mas graças a Deus em meus 25 anos de ballet clássico tive a oportunidade de ter sido “treinada” com alto grau técnico, para ser solista, e que me garantiu uma história que eu nunca pretendi mas que aconteceu. Mas nõa aconteceu por que eu tava parada. Aconteceu porque alguém acreditou em mim, mesmo com todas minhas particularidades, enxergou em mim uma artista e investiu e nessa contrapartida eu respondi com meu suor, com meu choro, com minha alegria, com minha dor, com sim meus momentos de sofrimento e de vontade de jogar tudo para o alto, mas o ballet não é para fracos (no sentido emocional).

O ballet clássico (falo como se fosse uma entidade, né?!) é um desafio constante. A perfeição técnica é inatingível até para o nível de qualidade técnica da Svetlana Zakharova… E olha que para uma mortal como eu ela é já uma perfeição inatingível.

O ballet clássico requer o seu empenho diário e a sua dedicação em transformar seu corpo e possibilitar que ele realize movimentos dificilimos que inclusive desafiam a gravidade… e o mais difícil de tudo, ele precisa encantar. Pois cada passo cada compasso corresponde uma interpretação, um sentimento, um desempenho artista.

Ele te desafia, te cansa, te exaure não apenas fisicamente, mas emocionalmente. Parece que ele quer sugar toda a sua essencia para que quando você dance essa essencia exploda em movimentos, em respiração, em leveza, em graça, em ARTE.

Ahhh, mas eu to velha, ou to gorda ou sei lá… sou baixinha, sou en dedans, sou sei lá o que eu sou. Me importa a seguinte: VOCÊ QUER SER BAILARINA?! Você topa o desafio de transformação que o ballet te faz?!

Não pode ter medo. Mas pode temer. Porque é assustador, deliciosamente assustador o que você pode fazer quando se decide a ser e não a estar.

Daí você pensa mas tem milhares de pessoas que tentam, tentam e nunca conseguiram. E eu pergunto: MAS ESSA PESSOA QUIZ DE VERDADE? Ela aceitou o desafio de APRENDER A APRENDER?! Porque um bailarino vai passar a vida toda aprendendo independente da idade e do tempo que tem de função nesta área. O bailarino tem que dar o seu melhor todo dia, tem que ter humildade de errar, porque você vai errar e vai nõa saber todos os dias. O bailarino vai ter que se calar para poder pensar e transformar o pensamento em ato.

E eu posso garantir que essa é a maior dificuldade do bailarino. O resto a gente treina, alonga, molda o corpo.

E vou te dizer hoje foi o dia em que todos tentaram fazer eu parar. Mas eu não para eu aceito o desafio. Se mesmo após uma seuqencia belíssima de fuettes eu ouvi que minha bunda é muito grande e eu jamais serei capaz de fazer essa sequencia de forma bela, eu vou dizer sempre fui surda a quem me disse na vida que eu não iria conseguir. Eu não desisto simplesmente porque é difícil ou porque as pessoas estão acostumadas a pensar em padrões que realizam coisas e outros padrões não realizam.

É isso que eu falo: eu vou fazer, eu aceitei o desafio que minha maestra me deu no dia em que eu entrei na sala de baby class (ela fazia questão de acompanhar todas as crianças do baby ao primeiro ano e depois do quinto e daí para frente) e disse ao meu pai que ela queria me formar. É esse desafio aceito que eu estou aceitando de novo aos 34 anos voltando a treinar como bailarina de alto padrão tecnico. Invisto nisso.

E sabe porque eu re-comecei?! Porque meus alunos pediram para eu não parar de dançar… Porque eu invisto em meus alunos um a um como se fosse o único aluno que eu tivesse e dou a ele aquilo que posso e sempre me empenho a dar ainda mais todos os dias para que ele seja BAILARINO.

E eles são. Todos os alunos do BalletAdultoKR® são bailarinos. Respiram, estudam, se dedicam, se propuseram a mudar posturas diárias, a mudar corpos, a dar leveza. Aceitam o desafio de se passar por ridículos para aprenderem a transformar sonhos em realidade… pois é isso que fazemos para nossa plateia, concretizamos seus sonhos, e nesse caminho realizamos os nossos.

Mas e se ele não quiser ir ao palco?! Não precisa! Tornar possível fazer ballet clássico e ser bailarino nõa precisa ser subindo no palco… pois nosso maior palco é nossa vida.

Mas e se eu quiser fazer apenas como atividade física? Ok! Vamos ver se voCê nõa vai se apaixonar pois tem repetições e sequencia cansativas que só por muito amor!!! rsrsrs Mas bora lá, se permita encantar… Pois eu vou ser muito sincera… se alguém procurou o ballet clássico ele quer muito mais que uma atividade física… ele também quer uma atividade para o seu coração… para sua alma.

Se eu me acho?! E faço meus alunos se acharem?! DE FORMA ALGUMA, pois PARA SER BAILARINO VOCÊ PRECISA SER HUMILDE. Você tem que construir etapas de desenvolvimento. Você tem que aceitar que você não é aquilo que desejava ser e então a partir daí se transformar no que deseja, mesmo que essa transformaçõa não tenha fim! Essa é a graça, o desafio diário…!

Se você nõa é humilde, você adoece, seja emocional ou fisicamente. E nõa é o que proponho. Proponho ao meu aluno primeiro se conhecer. E quer arte melhor que esta que te põe em contato direto com você mesmo e te “auto-desafia” para você começar a se conhecer?!

Porque de verdade, não tem como mudar aquilo que você não conhece… Eu não transformo ninguém… minha função como professora é te INDICAR O CAMINHO.

beijos iluminados com olhos marejados,

Tia Ká

Minha maestra Natalia Zemtchenkova e eu (Karen Ribeiro) antes de uma de nossas aulas! Ela me ajuda a me transformar a cada dia na bailarina Karen Ribeiro! Obrigada Maestra, amor.

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“Será que ainda da tempo?!” – dúvidas e mais dúvidas!!!


Todos os dias eu recebo um e-mail ou um telefonema, ou ainda uma pergunta direta na conversa com meus alunos(as) que contem a frase: “será que ainda dá tempo?” “será que vou conseguir?” “será?!”…

Marília Costa - na coreografia "Sonhe" - Espetáculo "Sonhos" do BalletAdultoKR® 2010 - Teatro Gazeta

Daí me recorre que essa pergunta quando relacionada ao ballet ela é retórica em relação a um certo “TEMPO PERDIDO”. Como se a possibilidade de realizar um sonho o “sonho de ser bailarina” se remetesse a outros “tempos perdidos”: será que dá para eu beijar quem eu deixei de beijar? abraçar quem eu deixei de abraçar? me desculpar a quem deveria ter me desculpado, ligar para quem eu deveria ter ligado, falar o que deveria ter dito, calar-me quando falei?!…

A realização do sonho de ser bailarina clássica, ou mesmo a possibildiade desta realização é envolta de uma grande carga emocional, de possibilidades que passam a ser reais e antes eram imaginárias ou mesmo nem imaginadas. E isso tem uma repercussão muito grande dentro (coração e cabeça) de todos nós.

Vira e mexe EU me olho no espelho de minha sala de aula e vislumbro meu corpo, e pergunto-me também: será que vou conseguir?! Esse espelho cruel da sala de aula: que me mostra meus quilos a mais, minha idade a mais, meu tamanho de menos, minhas coxas de mais… Esse espelho é tão verdadeiro que ao dançar eu prefiro o espelho interno, o espelho da minha alma, aquele no qual eu me enxergo como eu me projeto, e por isso a pergunta “será” deixa de ter sentido e eu acredito cada vez mais que sim é possível, é possível e sim, dá tempo.

Mas depois eu recebo essa pergunta de novo, no fim do dia, na ultima aula: “Tia você acha mesmo que dá tempo? que eu vou conseguir?!” – e por trás da pergunta olhinhos brilhantes de possibilidades que ao entrar na sala de aula vestida de bailarina passaram a ser reais, e as dúvidas que antes eram tão distantes passam a ter gostinho de conquista.

EU como professora vejo progresso em meus alunos DIARIAMENTE. Aulas pesadas de construção, que muitas vezes nõa chegam ao centro ou às diagonais por precisar aprender de fato, limpar de fato… Mas que aos poucos vai delineando o caminho motor da musculatura e dia após dia vai delineando movimentos dançantes nos braços, nos pés, nas pernas…

“Tia, eu não consigo” – afirmação vinda com olhos marejados diante um passo dificil para a primeira execussão, ou diante de vários dias tentando e não saindo como desejava (a sindrome da perfeição absoluta!!!!), e a gente faz junto e a possibilidade do conseguir se abre e junto com isso um sorriso emocionado se abre timidamente.

Ballet é arte envolto de movimento e musica. Movimentos precisos que precisam ser delineados em coordenaçõa motora, força muscular, direcionamento nervoso, composição mecânica, e junto com tudo isso estar extraindo de cada poro do nosso corpo as notas musicais, as expressões…

Meus alunos de nível básico (1 e 2 ano vaganova) já começaram esta semana o estudo das cabeças e braços juntos com os movimentos de barra. É incrível o que já se fazia com facilidade tornar-se tão complicado ao colocarmos uma cabeça acompanhando ou um braço…

Será que eu consigo?! Eu como professora estou na sala de aula para te ensinar o caminho. E EU ACREDITO EM VOCÊ. E sei que consegue! Afinal ter uma escola de ballet clássico para adultos com mais de 1 centena de alunos (!) pode responder essa pergunta né?!

Mas eu tenho coxas grossas… EU TAMBÉM. Eu estou acima do peso… OK, A GENTE PODE MUDAR ESSA SITUAÇÃO E TRABALHAR SUA MUSCULATURA PARA A DANÇAR SER POSSÍVEL!

VAI DEMORAR MUITO??? O tempo é uma questão altamente relativa… e dela advém o será que ainda dá tempo…

já ouvi pessoas dizendo que sou apressada ao mudar meus alunos de grau e colocar pontas. Minhas aulas são construtivas, e estudadas e meu legado de ser terapeuta com minhas especializações me permite um conhecimento e um olhar para o corpo do meu aluno que possibilita alguns apontamentos únicos.

Alunos estudiosos e assíduos, até de 2x semana chegam a colocar pontas SIM EM 3 MESES. Mas é de cada aluno. E colocar pontas significa treinar nas pontas, aprender a subir e a manter o calcanhar alto dos trabalhos de meia ponta altíssima desenvolvidos na sala de aula. Colocar as sapatilhas de pontas não significa virar da noite para o dia uma Makarova!!! Mas possibilita delinear os caminhos de minhas alunas… que apontado pelo professor começa a seguir o curso que elas próprias vão trilhando… e isso é lindo!

Daí esse vai “demorar muito” deve ser direcionado de fato: vai demorar muito para que?! As vezes um minuto de espera por aquela ligação é uma eternidade, e um ano ensaiando para um espetáculo de fim de ano passa tão rápido!!!

Eu posso dizer:

1. Tia Ká (professora) = ballet é aprendizado diário, estilo de vida. É necessário treino, muito treino. É necessário levar para o dia a dia a postura aprendida, andar com o umbigo na garganta, as escápulas encaixadas e os intercostais sustentados… você passa a treinar escovando os dentes, esperando o ônibus, o Metrô, no cabelereiro, arrumando a casa e até mesmo no trabalho (quem nõa curte as cabeças do ballet no dia a dia heim?! – rs)… Vai demorar O SEU TEMPO. E dá tempo?! Claro que dá, mas é PRECISO COMEÇAR AGORA. A GENTE GANHA 1mm de alongamento por dia… no final de um ou dois meses já vou ter descido 2/3cm – agora se eu não treinar vou continuar nõa conseguindo!

2. Karen Ribeiro (bailarina) = Vai conseguir sim!!! Eu também fico em dúvida e tem dias que ta tão difícil dar à minha maestra o que ela pede, que aquele suspiro de meu Pai, porque escolhi voltar a fazer isso, rs, me domina, mas é subitamente substituído pelo olhar  dela: vai, vai que vc consegue, não tenha medo… Eu me emociono de lembrar e sei que é este mesmo olhar que quando entro na sala de aula como professora eu dirijo aos meus alunos!!! ENTÃO: VAI CONSEGUIR, mas é preciso treinar! Sempre!!!

Então gente, dá tempo sim, mas páre de perder tempo!!! Venha começar logoooo!

Tem 16 anos e quer ser bailarina profissional?! TEM MUUUITO CAMINHO PELA FRENTE E MUITA DEDICAÇÃO, corre vai fazer aula!!! 18?! Vamos correr e fazer aulas!!!

Já se passaram 30 anos?! Melhor que 40! Ah… mas já se passaram 40, vamos antes dos 50!!! Mas eu tenho 50, entõa venha antes dos 60 e assim por diante! OU VOCÊ FAZ AGORA E COMEÇA A REALIZAR SEU SONHO, OU VAI SE LAMENTAR NÕA TER TIDO A CORAGEM DE TER TENTADO REALIZA-LO E VER QUAL É A RESPOSTA DA SUA PERGUNTA. Pois eu respondo da minha experiencia de vida, mas ia ser bem legal que você respondesse diante da sua experiencia de vida!!

Lanço aqui a oportunidade de minhas alunas e ou outras bailarinas adultas responderem essa questão! o que acham?! Postem em comentários neste post a resposta de vocês às perguntas:

1. Será que dá tempo?!

2. Mas vai demorar muito?!

3. Eu tenho coxas grossas, será que eu consigo?!

4. Eu sou muito alta e magra demais… consigo?!

5. EU to acima do peso e sou muito baixinha… será?!

 

Lançado o complemento, digam vocês bailarinas adultas: será que consegue?!

beijos iluminados a todos,

 

Tia Ká!!

 

 

Corpo de baile do BalletAdultoKR® na coreografia "Sonhe" - do espetáculo SONHOS 2010 - mulheres de 20 a 40 anos que responderam às perguntas acima da melhor forma: EXPERIMENTANDO!

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“We all have to start somewhere” – Todos nós temos que começar de algum lugar…


Boa tarde Bailarinas e Bailarinos!

Quem já frequentou minha aula sabe o quanto procuro preservar a minha autenticidade, em ser eu mesma, e para muitos até espontânea demais. Como tempo a gente vem lapidando, como todos, e crescendo e modificando. POrém recebo cada aluna(o) como uma mulher, como um homem. Ou seja não é apenas a bailarina clássica, a professora de ballet que recebe aqueles que vem buscar as aulas, a mulher Karen Ribeiro também. Muitas vezes até me abro pessoalmente contando “causos” da minha vida particular àqueles que passaram a ser o centro de minha vida…

Pode parecer loucura, mas vivo para meus alunos, minhas aulas, minha profissão. De forma que sempre olho para cada um de vocês com um certa proximidade! E muitas vezes quando vejo as expressões faço minha “análise”… E tento experimentar a expressão daquele aluno em mim. HÃ?!

Eu me importo, é isso. E referencio com meu repertório para tentar compreender o que está acontecendo. Pois muitas vezes parece que tudo está claríssimo no ballet e não há o desempenho esperado pelo aluno e este sai “frustrado”… Então comecei a me importar ainda mais com o contexto dele, mesmo que ele não fale, sua postura, expressões, olhares, irritação ou não, modo como está vestido, o cabelo, o sorriso ou não da entrada e o da saída… observar… legado de ser terapeuta ocupacional. E acredito que isso está fazendo toda a diferença…

Ano passado muitos de meus alunos pediram, fizeram cartinhas, mandaram e-mails pedindo que eu não parasse de dançar. Olhinhos marejados e brilhantes pedindo, me emocionaram. Não se tratam de crianças, e sim de mulheres e homens adultos que se identificam com a Karen Bailarina, e esta os inspira… Bom, emocionada com tantos pedidos, decidi não aposentar as sapatilhas, retornar às aulas particulares de ballet clássico com uma maestra russa (a Maestra Natalia Zemtchenkova), cuidar mais do corpo e da saúde. Ampliei minha equipe com meus pares amados, e com quem posso contar, e diminuí minhas atividades burocráticas orientando melhor minha equipe administrativa e facilitando a conversa e o aprendizado também do modo como eu gosto de trabalhar. Minha direção está sendo feita a 4 mãos, sendo que Eu e Carlos presenças reais.

Mas bailarina e professora são profissões diferentes e EXIGÊNCIAS diferentes. Então aulas de maestria e de metodologia. Construção de aulas, construção coreográfica, aulas de postura profissional. Como diria minha maetsra: “Não tem como transformar você em uma professora russa, você sorri demais, é muito amorosa. Mas tem como ser uma das melhoras, pois vc tem capacidade técnica e teórica, e muita experiencia. Incrível como transforma seu corpo em poucos dias”. – Obrigada Maestra! Quem sabe um dia poderei ministrar aulas assim como você me ministra.

Daí tem uma outra parte de mim que é aquela da qual eu abro mão como todos aqueles que se dedicam a arte do ballet clássico e da dança e da arte: o lado pessoal. A mulher (ler editorial do Ivan Grandi na Dança Brasil de fevereiro/2011) Karen acaba sem tempo de chegar cedo em casa, e sempre existem os imprevistos de uma aula marcada para acabar as 22h… a aula ta muito boa e a gente continua mais um pouco, troca de experiencias, cuidar da coluna e dos dedinhos dos meus alunos, conversar, ensaiar… ficar um tempo a mais com o aluno, e até  cerveja após a aula porque ninguém é de ferro. Ensaios de fim de semana completos, pois ter uma escola de adultos é se acostumar com o tempo diferente… o adulto nõa tem tardes e manHãs livres, ele tem as noites e os fins de semana… e é a vocês a quem eu dedico minhas, noites e fins de semana. As tarde são de preparação, estudo e organização desta escola, feita de amor e técnica.

Mas tudo isso faz eu ter três olhares no momento  em que olho para meu aluno: a mulher, a bailarina e a professora.

Este ano de 2011 vem sendo um ano de determinar as conquistas e os caminhos, e as aulas tem tido um crescimento tecnico e de qualidade surpreendente. Os alunos que entram ou permanecem tem a possibilidade de experimentar aquilo que a maestra disse á bailarina aspirante a professora: ESTÃO APRENDENDO DIA-A-DIA  a transformar seus corpos de forma CONSCIENTE e rápida. Claro que para o adulto a palavra rápido deve ser esclarecida, pois eita povinho que acha que rápido é instantâneo, rsrsrs (nem o miojo é instantâneo, poxa, são 3 min para cozinhar e mais 2 para arrumar e esperar esfriar! Isso porque vem pré frito para ir mais rápido! – um dia conto a minha frustração de descobrir que eu não ia comer na hora e ainda tinha que usar fogão convencional… kkkk coisas de Karen).

Daí meu olhar de mulher/bailarina quando vejo: a primeira e já perfeita pirouette da Paula Bambino, o balance e acabamentos perfeitos, bem como um estudo de fuettes e arabesques belíssimos da Marcela de Mingo, a transformação da Kelly Pessolato, com seus balances, pirouettes de acabamento impecáveis… O balance de adágio da Mariana Lessa, com retires na meia ponta. o desempenho em pontas de todas as meninas. O nascimento do en dehors da Midori e da Lia, e com isso toda uma consciencia de movimentação bárbaras… Tenho vontade de citar uma por uma mas daí eu ia fazer post de chamada!… Pois na conquista a PROFESSORA KAREN RIBEIRO se alegra de uma tal maneiraque grita e vibra, e a bailarina compreende a lágrima nos olhos, a felicidade que parece explodir no peito, a dor que passa a ser lembrança da conquista…

A bailarina Karen compreende o choro de uma aula que não foi como o esperado, o dia que a conjunção dos astros não possibilitam eixo para absolutamente nada, a angústia e o vou desistir… e por isso que a bailarina acolhe tudo isso. Porque NADA, ABSOLUTAMENTE NADA QUE NOS PROPOMOS SERIAMENTE É FÁCIL OU VEM FÁCIL.

E o ballet clássico é DIFÍCIL. MUITO DIFÍCIL. Exige muito estudo da arte, do próprio corpo, da compreenssão do desfio proposto naquela musculatura, a busca constante. Nunca, no ballet, podemos dizer que sabemos tudo, ou que podemos parar de treinar. É necessária muita concentração. É necessário muito estudo. E é indispensável sentir e expressar, e como a propria maestra disse: é necessário AMAR.

A mulher Karen gosta da troca do saber das histórias: eu gosto de história de vida, de corpos com conteúdo, para que possamos juntos transforma-los naquilo que se propõem.

A mulher Karen se orgulha de ver mulheres olhando para a transformação que eu mesma me proponho e se incentivando com isso. Gosta de compreender o olhar cansado, a musculatura que as 22h mesmo cansada anseia trabalho, mas que às vezes não responde mais. Gosta de ver como as pessoas resolvem os problemas de lateralidade e agilidade de pernas, pés e pensamentos, gosta de ver e se emociona com cada conquista. Eu também me orgulho muito de ver alunas que vieram até minha sala de aula e aprenderem e saíram com mais: paranéns Deborah Ramacho, após 1 ano de ballet clássico entrou para o quinto ano de uma escola regular. Parabéns Aline Castanhari pelas conquistas também! E parabéns a todos os alunos que foram alunos e absorveram o aprendizado e foram em busca da transformação deles! Obrigada por terem divido comigo um pouco do sonho de vocês!

Engraçado… rs Eu comecei o post com uma idéia, e com um titulo – afinal nós temos que começar de algum lugar né?! e Olha isso: saiu tudo diferente… rsrsrs Adoro a transformação do POSSIVEL.

O que eu proponho?

Como mulher: ir atrás de concretizar aquilo que esté com vontade. SE PERMITIR ser você e entrar numa sala de aula e aprender a costurar nem que seja a primeira sapatilha.

Como bailarina: organize sua vida para dar conta de continuar concretizando seu sonho. O ballet me organiza. Faz com que eu tenha hora de dormir, me preocupe com minha alimentação, me preocupe COMIGO MESMA. Acho que este é o maior aprendizado empírico  do ballet clássico: você com você mesma. Descobrindo as limitações buscando supera-las. Nada nunca acaba no ballet, é incrível, tem sempre o que crescer mais, esticar mais, agiulizar mais, estender mais… sentir, expressar, sorrir… tecnica, mimica, repertório, história, composiçõa coreográfica, figurino, maquiagem, etc etc etc etc…

Como professora: se permitar errar. VocÊ foi para a sala de aula para aprender e todo processo de aprendizado tem o erro que ajusta para o acerto. Ouça mais, fale menos. Você não precisa se desculpar ou rebater verbalmente, com certeza sua professora sabe o que está acontecendo e ela nõa está te julgando: ela está te ensinando! E por ela te ensinar parta do pressuposto que ela ACREDITA EM VOCÊ E QUE VOCÊ CONSEGUE! Não cruze os braços. Deixe seu corpo aberto para receber o conhecimento. Não perca a postura trabalhada entre uma barra e outra, sentando sobre a coluna. VOCÊ TEM DÚVIDA?! PERGUNTE! Sua professora pode não ter percebido ou não compreender seu sinal… NÃO ENTENDEU? PEÇA PARA QUE ELA EXPLIQUE NOVAMENTE. Escutou a música? Mas não entendeu o andamento do exercício na música? Peça para que ela marque com vocês! É melhor compreender de verdade do que errar por não saber fazer! SE PERMITA Não SABER. e Permita ao seu professor ter dúvidas. Seja honesta(o) com você mesma(o).

Para retomar o título do post novamente: agradeço aos alunos e alunas que tanto insistiram para que eu não parasse de dançar. Sim eu danço para vocês… faço aulas para vocês, e cada reconquista em meu corpo por ter começado de novo eu me alegro por saber que vocês se beneficiarão com essas conquistas também! Agradeço ao Carlos Oliveira… bailarino, amigo, professor, companheirão. Parceiro de aula e agora parceiro de dança e de desafios, que são conjuntos….

Então isso quer dizer que a gente chega quando se propõem a começar. Cada pessoa tem um lugar para começar, mas de um jeito ou de outro para chegar a algum lugar é necessário começar e continuar! Eu COMECEI.

beijokas iluminadas e uma finalização de semana com muito ballet clássico para todos nós!

Tia Ká

QUER COMEÇAR CONOSCO?! Agende uma aula para nos conhecer! (11)3884.4430

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